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sábado, 15 de novembro de 2014

Há muito tempo que estou em "silêncio" neste Hoje porém tenho que romper este silêncio, coisa que queria fazer há algum tempo...O motivo? Encontrei o testemunho deste “rapaz”, um irmão no sacerdócio que me fez literalmente ficar em “pele de galinha”. A carta diz muito, mas muito mais se pode encontrar na net acerrca deste alegre servidor do Evangelho! Obrigado ao Deus da vida por este testemunho!


Fabrizio nasceu em Nápoles (Itália), no dia 8 de setembro de 1982. Quase 3 mil pessoas se reuniram no bairro de Ponticelli para lhe dar adeus na igreja de Nossa Senhora das Neves, onde ele era vigário. Padre Fabrizio viveu um grande sofrimento nos últimos meses, mas com fé e força interior. Sempre sorrindo, com uma palavra de consolo para os amigos e familiares que estiveram com ele até o último momento. Oferecemos a seguir a carta que ele enviou ao Papa Francisco.

A Sua Santidade o Papa Francisco:

Santo Padre,

nas orações diárias que dirijo a Deus, não deixo de rezar pelo senhor e pelo ministério que Deus lhe confiou, para que Ele possa lhe dar forças e alegria para continuar anunciando a boa nova do Evangelho.

Eu me chamo Fabrizio De Michino e sou um jovem padre da diocese de Nápoles. Tenho 31 anos e há cinco sou sacerdote. Desempenho meu serviço no Seminário Arcebispal de Nápoles como professor de um grupo de diáconos, e em uma paróquia em Ponticelli, que se encontra na periferia de Nápoles. A paróquia, recordando o milagre registrado na colina Esquilino, recebe o nome de Nossa Senhora das Neves.

Ponticelli é um bairro degradado por sua pobreza e alta criminalidade, mas a cada dia descubro verdadeiramente a beleza de ver o que o Senhor realiza nestas pessoas que confiam em Deus e na Virgem.

Também eu, desde que estou nesta paróquia, pude ampliar cada vez mais meu amor pela Mãe Celeste, experimentando também nas dificuldades a sua proximidade e proteção. Infelizmente, há três anos eu luto contra uma doença rara: um tumor no interior do coração. Há um mês estou com metástase no fígado e no baço. Nesses anos difíceis, no entanto, nunca perdi a alegria de ser anunciador do Evangelho. Também no cansaço eu percebo, verdadeiramente, esta força que não vem de mim, mas de Deus, que me permite desempenhar com simplicidade o meu ministério. Há uma citação bíblica que tem me acompanhado e me enche de confiança na força do Senhor: “Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne” (Ez 36, 26).

Neste tempo tem sido muito próxima a presença do meu bispo, o cardeal Crescenzio Sepe, que me apoia constantemente, ainda que às vezes me peça para descansar, para que eu não me sobrecarregue.

Agradeço a Deus também por meus familiares e meus amigos sacerdotes que me ajudam e apoiam, sobretudo quando faço as diferentes terapias, compartilhando comigo os momentos de inevitável sofrimento. Também os meus médicos me apoiam muito e fazem o impossível para encontrar os tratamentos adequados para mim.

Santo Padre,

estou me alongando muito, mas só quero dizer que ofereço a Deus tudo isso, pelo bem da Igreja e pelo senhor de um modo especial, para que Deus o abençoe sempre e o acompanhe neste ministério de serviço e amor.

Eu lhe rogo que reze por mim: o que peço todos os dias ao Senhor é que seja feita a Sua vontade, sempre e em todas as partes. Não peço a Deus a minha cura, mas a força e a alegria de continuar sendo um verdadeiro testemunho de Seu amor e um sacerdote segundo o Seu coração.

Seguro de suas orações paternas, o saúdo devotamente.

Padre Fabrizio De Michino


fonte: Aleteia  

sábado, 31 de março de 2012

ERAM MAIS OU MENOS AS QUATRO DA TARDE...


“No dia seguinte, João estava lá de novo, com dois
discípulos.  36 Vendo Jesus que passava, apontou: «Eis o
Cordeiro de Deus». Ouvindo estas palavras, os dois
discípulos seguiram Jesus.   Jesus virou-Se e, vendo que
O seguiam, perguntou: «Que procurais?» Eles disseram: «Rabi
(que quer dizer Mestre), onde moras?»   Jesus respondeu:
«Vinde ver». Então eles foram e viram onde Jesus morava. E
começaram a viver com Ele naquele mesmo dia. Eram mais ou
menos quatro horas da tarde”.(João 1, 35-39)

Neste excerto do Evangelho de João encontramos um episódio autobiográfico de João: a hora certa em que se encontrou com o Mestre, aquele que transformou completamente a sua vida, ou melhor deu um sentido à sua vida. De facto foi taão forte a intensidade deste encontro que Jão se lembra inclusivammente da hora.
Pregunto-me tantas vezes porque e que este detalhe é tão importante para o Evangelista. A resposta para mim é esta: João tem a capacidade de ver neste momento a mão de Deus e e por isso que o recorda. E lembra-nos quanto é importante descobrir nos acontecimentos de cada dia a presença deste Deus que e AMOR e que vela continuamente sobre mim, sobre ti..
Porquê este discurso? 31 de Março é para mim um dia memorável, sinto-o como o meu momento, as minhas “quatro da tarde”. Foi de facto no dia 31 de Março de 1990 que eu, no meu coração, decidi dedicar a minha vida ao Senhor na vida missionária. E neste dia começou a aventura de descoberta: será mesmo esta vida a que o Senhor me chama? Tudo começou nesse dia. Era um sábado, como este ano. Os Combonianos passaram pelAa minha paróquia numa semana de Animação Missionária.
Hoje, 22 anos depois posso dizer que sinto esse momento como hoje e não me arrependo da minha escolha! Afinal, Deus ama quem dá com alegria!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

DEUS É FIEL

Hoje 26 de Julho é o aniversário da minha ordenação sacerdotal.
É um dia para lembrar a passagem de Cristo pela minha vida e as muitas pessoas que ao longo destes anos me ajudaram e continuam a ajudar na minha resposta ao Deus da Vida sempre fiel, apesar das nossas tantas infi delidades.
Obrigado meu Deus, obrigado a cada uma das pessoas que puseste no meu caminho e que me ajudam e viver o meu sacerdócio!

domingo, 25 de abril de 2010

O Testemunho atrai Vocações


Este é o tema que o Papa deu à sua mensagem para o 47°dia de Oração pelas vocações que se celebra a 25 de Abril.
O papa convida cada sacerdote e/ou consagrado (e eu direi cada cristão)a ser uma verdadeira testemunha de Jesus, só assim teremos vocações: se os jovens vêm pessoas felizes com a sua vocação, poderão vê-la como um caminho de felicidade e por isso fazer uma boa escolha de vida.
Esta é uma grande verdade. Tem um especial significado neste tempo em que vivemos uma autêntica caça às bruxas à procura de encontrar mais casos de padres pedófilos. Olhemos também para os muitos (muito mais em número!) padres, consagrados (as), esposos que foram e são ainda hoje exemplos de vida doada gratuitamente para dar vida aos outros. Não se trata de ser ingénuos ou de querer tapar o sol com uma peneira, trata-se de ser realistas e de aceitar que todos estamos e caminho, e cada dia somos convidados a renovar o nosso SIM, acreditando que o Deus que nos chamou continua ainda a apostar em nós.
A este propósito recordei-me desta mensagem atribuída a João Paulo II:
Santos Jovens
Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e ténis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se “lascam” na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem a sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida no nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que ouçam discmans.
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de beber um sumo ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de desporto.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos”.